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quinta-feira, agosto 12, 2010

Abismos nunca mais

Desde quando me entendo por gente, acompanho o dilema dos conflitos de gerações. Entre pais, avós “caretas” e filhos “moderninhos demais”, seguimos travando, por séculos, lutas homéricas para manter, impor ou quebrar nossos paradigmas.

Parece que esse velho dilema não ocorre só na família. Ele se reproduz, também, na Igreja. Há alguns anos, tocar violão e bateria na Igreja era um sacrilégio. Nem pensar! É coisa do mundo! Fico pensando em quantas pessoas saíram da Igreja por causa disso. Desentendimentos, sessões e até palavras duras para impedir que esses “instrumentos mundanos” entrassem no templo.

Hoje, vejo que essa batalha continua, com armas mais precisas e modernas, porém, pelo mesmo motivo: Crise Comunitária.

Vejo que as pessoas que têm algo em comum (ideologia, manias, objetivos, etc.), geralmente, formam grupos entrincheirados para atacar aquilo ou aqueles de quem discordam. Bombardeiam o outro lado, que se defende e ataca também. Pronto, está declarada a Guerra. Ninguém mais se entende, ninguém se mistura e é cada um na sua. Cavam-se grandes abismos. Tudo isso na tentativa de quebrar ou manter paradigmas. O resultado disso? Milhares de denominações, igrejas feridas e sem identidade e lares destruídos. É nesse momento que oportunamente me vem uma pergunta: no meio de tudo isso, o que realmente é essencial ?

Em Mateus 9:17 Jesus diz : "…nem se põe vinho novo em odres velhos; do contrário, rompem-se os odres, derrama-se o vinho e os odres se estragam; mas põe-se vinho novo em odres novos, e ambos se conservam."

Odres eram recipientes feitos de pele de cabra e que possuíam certa elasticidade. O vinho novo se dilatava com o tempo e por isso era colocado em odres novos que acompanhavam a dilatação do vinho.

Jesus está ensinando neste texto que a novidade do evangelho, a graça, não poderia ser guardada no recipiente ou na antiga estrutura religiosa do judaísmo. Era preciso um novo recipiente, a Igreja. A estrutura do judaísmo estava rígida e envelhecida demais para suportar a graça de Deus.

A família e a Igreja ficam velhas quando a organização e as coisas têm mais valor que as pessoas. Envelhecem quando a tradição, as regras, os estatutos, e os conceitos humanos estão acima da Palavra de Deus. Envelhecem quando o pastor e o clero intermediam ou subjugam os leigos. Quando o templo é mais importante que o Corpo de Cristo. O problema não está na diferença de idade e sim no coração das pessoas. Desenhamos uma Igreja com ideais humanos e que não precisa mais do poder de Deus para continuar a obra, e aí dizemos que nosso modelo organizacional é “tudo de bom”, é suficiente e eficaz.

Contudo, Jesus fundou uma Igreja jovem, não pela idade de seus membros, mas pela dependência e confiança no Espírito de Deus. Uma Igreja alegre e dinâmica, onde os jovens respeitavam e cuidavam de seus velhos e os velhos abençoavam e aconselhavam seus mancebos. O recipiente agora é a Igreja e o conteúdo a graça de Deus. O amor, o perdão, o respeito e a compreensão prevaleciam, não pela democracia, mas pela teocracia. É como diz na canção de João Alexandre: “Por isso Deus tem que ser pra nós, ponto de encontro, uma mesma voz, que nos converge um ao outro e nos traz a paz… abismos nunca mais”

Portanto, o essencial é o amor mútuo, a Palavra de Deus, a graça e a dependência do Espírito Santo e não aquilo que simplesmente desejamos.

Um jovem acha uma lâmpada de Aladim e o gênio diz que pode satisfazer seu maior desejo.

O jovem diz todo contente: QUERO SER UM SÍMBOLO SEXUAL!

PRONTAMENTE! O gênio o transforma num círculo com uma seta para baixo.

Como no texto acima. Nós jovens queremos uma igreja jovem e avivada, mas na maioria das vezes não lutamos por isso. Não sabemos como dizer isso. Não tomamos a cada dia nossa cruz. Queremos que as coisas acontecam num simples estalar de dedos. Não é assim. Precisamos aprender que uma Igreja só se tornará jovem quando os jovens se tornarem Igreja.

Texto extraído de ejesuscristianismo on line escrito por Marcos Venâncio

Fica aí a reflexão, pense e faça, só assim será marcada nossa geração.

Jovem Filadelfiano

domingo, julho 25, 2010

Abandonando o ressentimento

A primeira e geralmente única pessoa a ser curada pelo perdão é a pessoa que perdoa... quando genuinamente perdoamos, libertamos um prisioneiro e então descobrimos que o prisioneiro que libertamos éramos nós. (Rabino judeu em relação a Hitler)

O ressentimento edifica uma forte conexão entre você e tudo aquilo do que você se ressente. É isso realmente que você deseja para a sua vida? O tempo e a energia que você devota ao ressentimento é o mesmo tempo e energia que você retira de algo que poderia estar acrescentando preciosos valores à sua vida. É realmente no ressentimento que você deseja gastar os seus preciosos recursos?

Obviamente que você não gostou do que aconteceu, seja o que for que tenha lhe trazido este mal estar. Porém, quanto mais cedo você se distanciar desse terrível sentimento, melhor ? muito melhor será a sua vida. Pare de punir a si mesmo pelas atitudes inconsequentes de outras pessoas. Solte-se e ganhe uma nova leveza na vida e prossiga para um alvo positivo e promissor.

Tome toda essa energia contida em seu ressentimento, redirecione-a e faça disso algo de genuíno valor. O que passou, passou, porém, o que vai acontecer, deste ponto em diante na sua vida, depende de você. Faça desse próximo momento uma grata celebração. Abandone, ou melhor ainda: renuncie ao seu ressentimento e ? pela graça de Deus ? viva uma nova e singular alegria.

Esse artigo é de Nélio da Silva veiculado no site ejesus cristianismo on line. Achei muito interessante este artigo e coloco aqui para que vocês possam meditar no teor transmitido desta mensagem.

Jovem Filadelfiano

quarta-feira, julho 21, 2010

O risco da solidão no ministério.

Os latinos cerca de seus pais, parentes e amigos e por isso temem a solidão. Nossa cultura existe para o grupo coletivo. Nos sentimos emocionalmente exaustos se trabalhamos com gente que não dá importância a amizade.

Gostaria de trazer um caso verídico para exemplificar o pensamento acima.
O exemplo que trago é do pr. Humberto Aragão, pastor na primeira igreja batista do Jardim Morumbi em São José dos Campos, coordenador de área da Organização Missionária (OM)na América Latina, professor no Instituto Bíblico Haggai e é missionário desde 1979.

"Quando me uni a OM na Índia,era jovem, estava cheio de dinamismo e energia para pregar o evangelho; como pessoa estava cheio de oportunidades para crescer sob pressão. Tive a oportunidade de aprender sobre a cultura, a vida social, os costumes, as vestimentas, a arte e a música da Índia. Se tivesse a mente que tenho hoje, teria aproveitado mais meus preciosos momentos na Índia, os quais, quando olho para trás, foram os melhores meses em minha vida de ministério. Durante esse ano chorava a só em meu quarto, sentia saudade dos meus queridos parentes, das brincadeiras dos meus amigos, os lugares que frequentava no meu país. Inicialmente, tudo na Índia era novo e emocionante para mim. Logo a realidade de ficar ali durante quase um ano, me pegou fortemente e os valores que tinha imprimidos na minha alma me bombardearam. A falta de cartas daqueles que me diziam amar. A falta de dinheiro da parte de quem me havia dito: "Vai, que sustentaremos daqui". A falta de sólidas disciplinas que me sustentavam em momentos de angústia. Toda a minha capacitação, todos os seminários formais, não serviam de nada para aliviar minha solidão.
Em meu primeiro ministério como pastor numa igreja pequena tive uma das experiências mais dolorosas da minha vida cristã. Um problema moral que envolvia a pessoas da liderança que eu apreciava muito causou uma grande tensão espiritual. Não pude dormir várias noites, chorando a só com o Senhor. Parecia que havia perdido toda as minhas forças. Todo o meu conhecimento para resolver problemas, o que havia aprendido no seminário, nada disso me ajudava para sair da solidão. Parecia que Deus estava decidido a manter-se em silêncio comigo. Me sentia uma vítima, chamada a sofrer pelo ministério dessa igreja. E, todavia, passo a passo, formei uma equipe. E esta equipe, junto comigo, resolveu a situação sem destruir famílias nem causar divisão na igreja. Os que tinham maturidade e sensibilidade para trabalhar com a gente se reuniam em oração e jejum, pedindo a Deus seu parecer sobre estes problemas. VIVI A BELEZA DO CORPO DE CRISTO EM MOMENTOS DE CRISE".

Que não possamos reclamar, Deus pode nos ensinar em tudo, até na solidão.

João Paulo.

quinta-feira, julho 15, 2010

Uma coisa peço

"Uma coisa peço ao Senhor, e a buscarei..." (Salmo 27. 4).

Se você tivesse que fazer um pedido ao Senhor, algo que certamente Ele te concederia. O que você pediria?

Muitos crentes ao se dirigirem a Deus pensam da memsa maneira da história da lâmpada de Aladim em que o gênio da lâmpada concede todos o pedidos que lhe são dirigidos.

Quando Davi se dirige ao Senhor no Salmo 2, ele não tem em mente as circunstâncias, mas o que é prioridade na sua vida. Prioridade é aquilo que vem em primeiro lugar, o número um.

A dinâmica do mundo espiritual é muito diferente do mundo físico material. Muitas vezes vamos até ao Senhor por que queremos coisas imediatas aqui neste mundo. No entanto, o ponto de vista de Deus é bem diferente do nosso, ele quer que busquemos um relacionamento de maior intimidade e assim possamos desfrutar da Sua eternidade. O homem carnal olha para o aqui e agora, o homem espiritual olha para o mundo vindouro: "que eu possa morar na casa do Senhor todos os dias da minha vida, para contemplar a formosura do Senhor." - diz o salmista. (Verso 4)

O Senhor conhece a nossa estrutura e trabalha em nós através das dificuldades, lutas e enfermidades. Se examinarmos o contexto do Salmo 27 iremos perceber que Davi estava passando por um período de intensa e profunda provação. É através das dificuldades e provações que Deus libera o nosso homem interior. Ele permite que adversidades nos sobrevenham para que possamos ser libertos do pecado e do nosso ego e assim sermos formados segundo o caráter de Cristo. Quando nos determinarmos a buscar o melhor de Deus, estaremos trazendo o pior de nós mesmos para a luz. Enfrentar o nosso eu e o pecado que em nós habita não irá nos fazer sentir confortáveis. No entanto, enquanto estivermos mantendo o foco do nosso relacionamento na pessoa do Senhor Deus, podemos ter a certeza de que Ele estará trabalhando de maneira tremenda e sobrenatural na nossa vida. É verdade que nem sempre iremos entender os caminhos de Deus, e os métodos que ele utiliza para o nosso crescimento e amadurecimento espiritual, mas é somente "quando Deus for o nosso tudo, que então teremos o tudo de Deus. "

Note que o salmista não fica somente no pedir. Depois de ter a consciência do que quer do Senhor ele parte rumo a conquista, "e a buscarei." Quem fica somente no pedido, não alcança o que pede, é necessário ir além, pagar um preço, buscar com todo o coração e alma. "Me encontrareis quando me buscardes de todo o coração." (Jeremias 29. 13)

Mediante isto o que é que você pediria ao Senhor?

Jovem Filadelfiano

quarta-feira, julho 14, 2010

Ser missionário

Ser missionário não é privilégio de determinadas pessoas, mas a essência de ser cristã: "Anunciar o evangelho é necessidade que se me impõe". (I Coríntios 9:16). É um compromisso de toda a comunidade que vive e transmite a sua fé. "Nenhuma comunidade cristã é fiel à sua vocação se não é missionária".

Ser missionário não é só percorrer grandes distâncias, ir para outros continentes, mas é a difícil viagem de sair de si, ir ao encontro do outro, ir ao encontro do "diferente", ir ao encontro do marginalizado - o preferido de Jesus. O evangelismo "com renovado ardor missionário" exige que a pregação do evangelho responda aos "novos anseios do povo".

Exige de mim, de você, de todos nós, uma abertura constante, pessoal e comunitária para responder aos desafios de hoje. É a missão de fidelidade ao "envio" de Jesus: "Assim como o Pai me enviou, eu também vos envio" (João 20:21). Sem entusiasmo e esta convicção, arriscaremos perder a alegria do anúncio da boa-nova libertadora.

Como conseqüência deste assumir o compromisso missionário, nasce novo estilo de missões: não levar, mas descobrir. Não só dar, mas receber. Não conquistar, mas partilhar e buscar juntos. Não ser mestre, mas aprendiz da verdade. A missão nos permite criar novos laços, novas relações, um novo jeito de olhar a vida, um novo jeito de ser igreja.

E aí vai o desafio: como eu posso ser missionário em minha casa, no trabalho e na comunidade em que vivo? Assumo o compromisso de cristão, vivendo e transmitindo a boa-nova da paz, da justiça, do amor, do perdão, da fraternidade, da acolhida?... Ser missionário é fazer uma decisão radical de entrega total ao reino de Deus em prol da promoção humana.

Jovem filadelfiano.

sábado, julho 10, 2010

Até que ponto nós defendemos o Evangelho?

Texto: Atos 7: 54 a 60.

Estevão é o precursor de todos os que defendem a fé bíblica contra os que distorcem ou se opõe a ela e é o primeiro a morrer por esta causa digna.
O discurso de Estevão foi dotado de grande sabedoria, pois ele conhecia o Antigo Testamento praticamente na palma da mão, o mesmo falou apropriadamente da história de Israel citando os feitos de Abraão, Isaque, Jacó, José, Moisés, Josué, Davi e Salomão. Isso nos leva a crer que o que sustentou Estevão nos momentos de grande luta e incerteza foi o conhecimento das Escrituras, pois ele estava com os pés firmes sobre a Rocha, Jesus Cristo e alimentando da Palavra constantemente.
Estevão era cheio de graça e do poder do Espírito Santo. Ele era dependente do Espírito Santo, e por permanecer esta comunhão contínua, foi usado como instrumento para fazer grandes sinais e prodígios.
Estevão reconheceu a Cristo perante seus semelhantes e os defendeu. Ele pregou o evangelho de uma maneira tal que seus adversários não podiam refutar seus argumentos. Seus acusadores chegaram a tampar seus ouvidos, não quiseram abrir o coração para a voz triunfante do Espírito através de Estevão, antes fizeram a sua vontade e apedrejaram o mesmo. A Luz de Cristo estava nele e essa luz era tudo para a vida dele. Ele deu tudo, não deixou nada fora das mãos do Mestre e foi recebido de pé nos Céus pelo Filho de Deus. “O Salvador está preparado para receber como intercessor e advogado, a todos os crentes fiéis a ponto de morrer pela causa suprema do Evangelho”.
Seu amor pela verdade e sua decisão de dar a vida para salvaguardar essa verdade contrasta agudamente com os que mostram pouco interesse por lutar pela fé encomendada uma vez por todas aos santos.
Cristo pregou, ensinou uma sã doutrina, morreu por um Evangelho digno e puro. Estevão fez o mesmo que seu Senhor, deixou que Deus fizesse a justiça sem pelejar com as próprias mãos, mas com o coração, com a vida e acima de tudo, o exemplo, fez com que muitos ficassem impactados, dos quais o apóstolo Paulo foi um deles.
Me pergunto, será que nós não devemos aprender com Estevão sobre isso tudo, o verdadeiro servo de Jesus. Ele foi testemunha, mártir, corajoso e nós podemos ser também, morrendo cada dia para nós mesmos e defendendo a bandeira do Evangelho até o fim. Que possamos pregar o Evangelho Puro com a vida e se for necessário, defender até a morte.

João Paulo - Missionário filadelfiano.

quinta-feira, julho 08, 2010

mE exPõE a iDéiA

22 Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos. 23 Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não praticante, assemelha-se ao homem que contempla, num espelho, o seu rosto natural; 24 pois a si mesmo se contempla, e se retira, e para logo se esquece de como era a sua aparência. 25 Mas aquele que considera, atentamente, na lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte negligente, mas operoso praticante, esse será bem-aventurado no que realizar.

SAL.