Há dois mil anos falaram de nós em um monte na Galiléia, "Tenham sal em vós mesmos e paz uns com os outros"(Jesus.Cristo). Se não salgarmos não serviremos para nada, então celebre o sangue, seja SAL na GERAL.
[Mateus 5.13; Marcos 9.49-50; Lucas 14.34-35]
Ora, qualquer que se alimenta de leite é inexperiente na palavra da justiça, pois é criança; mas o alimento sólido é para os adultos, os quais têm, pela prática, as faculdades exercitadas para discernir tanto o bem como o mal.
Há um caminho trilhado por meninos, onde percorrem as coisas inconsequentemente menosprezando o futuro. Me lembro que não me importava muito com os estudos quando era criança, sempre achei inútil as matérias de história e geografia mas avançado os anos percebo quão bom foi ter me formado nessas matérias. Meu senso de localização melhorou consideravelmente e pela a análise das épocas anteriores deduzo algumas coisas generalizadas que me orientam para o futuro.
Vou resumir um pouco o assunto, uma criança não tem a capacidade de se educar e se orientar. Necessita aprender imitando ou obedecendo ordens e quando se tornam adultos argumentam e elaboram o que se deve ou não fazer.
Quando amadurecemos estamos mais disciplinados, não em termos doutrinários mas em humildade para si autodoutrinar. O Espírito de Deus promove em nós a renovação da nossa mente e nos tornamos conscientes das nossas ações conseguindo julgar o que é bom e o que é ruim [Romanos 12.2], sem mais delongas lhes informo que nosso guia é o AMOR. Mas fica pra outro dia o papo sobre o amor... só se lembre que tudo quanto fizer, há dois mandamentos que deve se observar: amar a Deus e amar ao próximo.
Por enquanto desfrute da bíblia através do Espírito Santo e imite homens e mulheres adultos na fé cristã, para poder atingir a maioridade espiritual e ser chamado de maduro também.
Só depende do Espírito o entendimento dessa maravilhosa graça. Ore diariamente pedindo o "crescimento" do povo cristão comandado pelo Espírito Santo [1º Joao 2.27-29].
“Vós, pois, orareis assim: Pai nosso que estais nos céus, santificado seja tu Nome”. Mateus 6: 9.
Graça e paz, irmãos.
Este versículo acima descreve o início da oração do “Pai Nosso”. Jesus, antes de morrer, deixa o modelo de oração à humanidade e nos fala como deve ser a maneira em que devemos encaminhar nossas orações a Deus. Cristo, como Filho de Deus demonstrou sua comunhão com o Pai e mostra em seu estilo de vida o melhor exemplo. Devemos invocar a Deus como Pai e, muitas vezes somos ignorantes quanto a essa filiação que recebemos do Pai através de Cristo. Deus é nosso Pai, está nos altos céus, mas também está presente do nosso lado para o que der e vier, e seu Nome segue sendo santificado em nossas vidas através da nossa contínua vigilância. Ariovaldo Ramos denomina esta oração como “a oração que resolve tudo”. A oração que resolve tudo é a oração que nos faz dizer: “Pai, pai nosso que estais nos céus, santifica teu Nome em nossas vidas, conserta o que ter de ser consertado, em nossas casas, em nossos lares, onde quer que nós estejamos”.
Esta foi a mensagem que trouxe numa reunião na obra que está para iniciar em Los Cerrillos, perto de Montevidéu. Deus, a cada vez mais, tem se demonstrado Pai presente e tem me incomodado a santificar o Nome dEle em minha vida. Não poderia deixar de aclarar a maneira com que Deus tem trabalhado comigo neste país aos meus ouvintes. Assim, tenho seguido firme no Uruguai, já com dois meses completos e tenho me assustado no bom sentido com a surpreendente manifestação de Deus através da revelação de Seu Filho por onde tenho passado. Nestes dois meses já estive em Maldonado, Rivera e Los Cerrillos. Montevidéu tem sido o lugar onde tenho trabalhado através da Igreja Batista Renovada “És hora de volver a Dios” juntamente com o Pr. Olmir. Neste processo de adaptação no campo uruguaio tenho conhecido muitos pastores e missionários que dedicam suas vidas a Deus e à sua obra com grande afinco e esforço. Além da liderança que trabalha direta e indiretamente com a Igreja Batista Renovada, conheci os pastores e missionários que trabalham no Seminário Bíblico do Uruguai, um seminário bíblico interdenominacional que trabalha com a formação teológica de líderes no Uruguai. Tenho procurado estar mais tempo com este grupo a fim de compartilhar experiências e a aprender com os outros e tem sido uma grande benção. Posso dizer plenamente que o conhecimento deste grupo alavancou meu ministério em Montevidéu de uma maneira que não consigo explicar e tenho visto a Boa Mão do Senhor em tudo. Gostaria de agradecer aos irmãos pelas contínuas orações e ofertas, peço que continuem me ajudando nesta batalha, pois sozinho não consigo nada.
Que Dios bendiga ustedes!!!
João Paulo
Motivos de Oração:
1- Igreja no Uruguai
2- JAMI e seus missionários;
3- Pela Igreja Batista Filadélfia;
4- Pela minha família. João Paulo Missionário no Uruguai.
“Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas chamei-vos amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos dei a conhecer."
Acho que eu já disse algumas coisas que não deveria. Culpa do Sal que assinou minha carta de alforria quando entregou em minhas mãos a chave mestra do blog.
Lembro-me bem quando ele disse: crescei e multiplicai seus pensamentos sobre os vastos campos do sal na geral.
Talvez não tenha sido bem com essas palavras.
O perigo de postar um texto na internet é que quando isso acontece você não tem mais domínio sobre ele. Cada texto que flui pela net é terra de ninguém. A verdade é que cada leitor lê, interpreta e entende como lhe convêm, independente de qual tenha sido a intenção de seu escritor.
Dramas à parte, o que eu quero dizer é que não gosto de culto de oração. O motivo desse fato ainda ser verdadeiro em minha vida é bem simples: não gosto de orar, pelo menos não no sentido formal como a palavra oração é colocada hoje.
Também não gosto desse título: Oração
Sinto-me mais a vontade pensando que vou trocar uma idéia com Deus.
Já que confessei deixe-me apresentar, ou pelo menos tentar, apresentar uma defesa.
Acho que não gosto mesmo é da ambientação do culto de oração. Sabe aquela coisa de banho tomado, cabeça baixa, olhos fechados, concentração, conforto, pecados maquiados, palavras bonitas etc.
Geralmente quando sinto vontade de orar (o que acontece em alguns poucos momentos) não dá pra pensar, concentrar, fechar os olhos, etc. A sensação não é nada confortável, me sinto na linha de frente de uma batalha onde existe uma rajada de pecados vinda na minha direção e quase que por reflexo ou instinto tento passar informações importantes e desesperadoras sobre o que preciso e qual a real situação para meu companheiro Jesus Cristo que sempre está ao meu lado com um radia amador, apelidado de Espírito Santo, passando todas as coordenadas para o Coronel maior Deus e Pai.
Quando sou atingido por um tiro do inimigo a estratégia vindo do comando maior geralmente é recuar para cuidar dos ferimentos.
Acho que quando estou no culto de oração me sinto em um palácio blindado cercado de anjos da guarda pro todos os lados.
Também acho que toda essa metáfora é na verdade uma grande desculpa.
O fato é que estou tão envolvido com esse mundo que não sinto tanta necessidade de me envolver com o mundo espiritual.
Existem boas desculpas para se dar para não ir a um culto de oração (já usei varias delas, ainda tenho algumas guardadas, se precisar fale comigo). Modéstia a parte, minha imaginação para esse tipo de assunto muitas vezes me surpreende.
Uma boa estratégia para se usar nesses momentos é o que eu conceituei de meias verdades ou tática da mulher meio grávida. Eu sei que na pratica isso não existe, mas no mundo das idéias tudo é possível.
A estratégia é bem simples, basta você apresentar apenas uma parte dos fatos, a parte que for verdadeira de preferência.
Por exemplo: algumas vezes digo, com uma voz de fariseu confesso, perceptível somente por mim mesmo e por Deus, que não posso ir ao culto porque preciso estudar (essa é a minha preferida).
Como é de costume usar essa desculpa na maioria das vezes, quando ela se repete procuro produzi-la com algumas variações lingüísticas, que é para não perder o aroma de sua veracidade.
Não que a desculpa não seja verdadeira, geralmente de fato tenho que estudar, o que nem sempre se torna realidade, mas é que para a estratégia funcionar tenho que omitir alguns detalhes. Geralmente camuflo os detalhes que me condenariam a forca sem que eu pudesse pelo menos apreciar os direitos constitucionais do contraditório e da ampla defesa. Por exemplo, não esclareço que fiquei a tarde toda dormindo ou assistindo “todo mundo odeia o Cris”.
Essa desculpa ainda me deixa com um bônus adicional de ser reconhecido no ceio da igreja como um jovem estudioso e promissor.
Existem dois problemas com as desculpas para não se ir ao culto de oração:
O primeiro é que uma desculpa pode ser muito boa, mas sua maior fraqueza é que ela continua sendo uma desculpa. Não importa quão boa ela seja, quem nasce desculpa morre desculpa.
Nesta situação sou calvinista de cinco pontos, acredito que todas as desculpas estão predestinadas a falharem em algum ponto da historia.
As pessoas podem ate acreditar, o que quase sempre acontece, mas comigo não cola. Logo sei que se trata de uma desculpa. Não dá pra me enganar, não dá pra fingir que não sei, não dá para transformá-la em uma verdade por inteira (1/2verdade + 1/2verdade ≠ 1verdade – força do habito). Tenho que conviver com esse pecado sempre que dou uma boa desculpa como essa.
(pausa para oração do pastor – ironicamente estou escrevendo esse texto no meio de um culto de oração).
O segundo problema com as desculpas para não ir ao culto de oração não tem relação direta com a desculpa em si, mas sim com o conceito cientifico de causa e efeito.
A causa de não querer ir ao culto de oração – não gostar de orar – não deveria acontecer na vida de um cristão confesso.
Mas é que há algum tempo fiz uma escolha de viver perigosamente, por isso tenho sempre o habito de não mentir para mim mesmo. E quando isso acontece, sou o primeiro a me denunciar a mim mesmo minha mentira (desculpe os professores e admiradores da língua portuguesa)
O fato é que nunca dá certo. Não posso dizer para mim que sou loucamente apaixonado por vigílias ou momentos de oração. Essa mentira iria durar poucos segundos até eu descobrir a verdade e me incriminar. Desculpe a redundância, mas é que geralmente sou réu confesso de mim mesmo.
Não que odeie tirar um tempo para orar, é que não sinto tanto desejo de orar como deveria.
Como efeito dessa lamentável situação, tenho perdido varias oportunidades de me relacionar com Deus. Sinto que Ele tem muitas coisas a me propor, mas geralmente nossas conversas não estão incluídas na minha agenda diária. Como ele é o rei do universo quem sai perdendo sou eu.
Quando se perde as oportunidades de relacionar-se com Deus não se entende a necessidade e o privilegio que está em jogo.
Acho que confessar isso a meia dúzia das pessoas que tiveram a santa paciência de chegarem até o final dessa confissão já é o começo de uma solução.
Quero deixar claro que o problema que me incomoda não é orar muito, eu poderia com pouco esforço orar 10 vezes mais, mas o que me incomoda tanto é a falta de desejo de orar mais e a falsa ilusão, mesmo que de forma inconsciente, de que não estou perdendo muita coisa.
Termino essa confissão com uma observação importante e oportuna:
Se eu disse que vou orar por você, desconfie, pode não ser verdade. Mas se você puder orar por mim vou ser muito grato.
"A única razão pela qual não temos avivamento é porque estamos dispostos a viver sem ele!"